O Bom e Sagrado Caminho Vermelho

Em nossa caminhada, levando a cura através da medicina da Arte Xamânica a muitos irmãos e irmãs, recebemos inúmeras bênçãos, sejam por palavras, gestos, sorrisos, alegrias, descobertas e a amizade que vamos fortalecendo com cada um que vem compartilhar conosco esta sagrada medicina.

Assim, através da beleza da entrega e do amor incondicional, o Grande Espírito coloca em nosso caminho as bênçãos de receber e compartilhar informações verdadeiras e embasadas no profundo conhecimento das culturas ancestrais espalhadas pelo mundo e pelo tempo, que compartilhamos com todos aqui neste espaço sagrado, por saber que o "Tempo das Nuvens Negras" chegou ao fim e a luz da informação e do conhecimento nativo verdadeiro deve ser transmitido com urgência a todos os buscadores da luz.

Como diz Hotashugmanitu Tanka: "estamos aqui para semear e compartilhar, fazendo brilhar a Roda do Arco Íris neste início do Tempo do Búfalo Branco, trazendo a consciência da totalidade, a paz e a serenidade para os irmãos de todas as cores".

Que assim seja!

Marcelo Caiuã e Bianca Martins


CERIMÔNIA DA ÁRVORE FLORESCENTE


Árvores são um dos mais fincados e estáveis seres do Planeta. Suas raízes penetram profundamente na terra para prover estabilidade e sugar nutrientes.

Segundo M.Mercier, a árvore é um ser de cabeça para bai
xo. Suas raízes representam a cabeça e segundo a formação de seus ramos ela revela seu psiquismo. No xamanismo norte-americano são chamadas de Seres- Em- Pé. Os portais da floresta são marcados por árvores na mesma posição e tamanho, formando uma entrada em linha reta. Antes de atravessar esses portais oferece-se tabaco e farinha de milho..

Passar algum tempo com árvores é um dos melhores meios para se comunicar com a Mãe –Terra , especialmente se você está buscando equilíbrio.

Entre os terapeutas corporais, é muito comum abraçar uma árvore para recuperar as energias. Existem muitos rituais utilizando-se de árvores. Segue um para trabalhar sistema de crenças :
Para esta cerimônia você deverá levar um pouquinho de tabaco natural, ou farinha de milho, e uma caneta e papel, ou um gravador.

• Caminhando pela natureza escolha uma árvore para conversar. Deixe que seu coração escolha qual será a arvore.
• Ao escolhê-la abrace-a por alguns momentos. Você saberá quanto tempo !
• Pergunte a árvore : Você está disposta a me ouvir ? ( caso você sinta a resposta negativa, procure outra)
• Assim que obtiver a resposta, coloque ao pé da árvore, tabaco ou farinha de milho.

• Sente-se de costas para a árvore olhando para o Norte (Hemisfério Sul) e pergunte : Porque eu oprimo ou nego minhas emoções ? ( Essa pergunta é a chave para abrir a mitologia de sua família. Você poderá ver um filme sobre as emoções da família ) Pergunte : Quais são os sistemas de crença que recebi desta família?

• Após a resposta, levante-se dando uma volta na árvore, no sentido anti-horário, sentando-se de frente para o Sul e pergunte : Quais são os sistemas de crença que bloqueiam a minha inspiração ? ( os dogmas e as regras )

• Após a resposta, levante-se dando uma volta no sentido anti-horário, sentando-se de frente para o Oeste e pergunte : Como eu desrespeito meu corpo físico ?

• Após a resposta, levante-se dando uma volta no sentido anti-horário, sentando-se olhando para o Leste e pergunte : Como eu resisto ao meu fogo criativo ? Porque eu tenho medo de minha verdadeira criatividade ?

• Verificar os pontos de desequilíbrio. Onde sente a energia mais centrada. Depois despeça-se agradecendo a árvore.

É preciso muita calma e paciência, para sintonizar-se com os espíritos vegetais. A conexão só é estabelecida com a mente limpa e relaxada

Esteja receptivo para sentir. Para as primeiras palavras que você ouvir em sua mente, para vizualização ou para sensações corporais.

Isto é sua resposta. Não tente analisar o significado da resposta até você meditar. Análises ficam no carinho dos seres naturais.
Agradeça ao Espírito das árvores.

Amor – Paz e Luz !

Léo Artése

CERIMÔNIA PARA CRIAR UM LOCAL DE PODER

  •  O lugar deve estar limpo e equilibrado. Na floresta um lugar que se sinta bem, abrindo a sua mente. 
  • Pedir ao Universo aonde ir
  • Limpar o espaço
  • Deixar equilibrado ( incenso, canção de poder, etc )
  • Trazer você para a sua harmonia ( canção de poder, oração, meditação, respiração, etc. )
  • Chamar o Poder. Chamar coisas que tem poder para você . Chamar Leste ( fogo )
  • Falando com o Poder em voz alta. Bater Palmas.
  • Trazer o que precisar, maracás ( não tambor ), para combinar com a estrutura harmonica do espaço. Colocar intenção.
  • Você desempenha sua cerimônia se quer marcar mudanças.
  • Dar gratidão por todos os poderes presentes, dando energia e agradecendo as energias, despedindo-se.
  • Limpar o espaço novamente. Devolver ao local de origem tudo o quer retirou da natureza ( pedras, etc. ) . Isso é honrar a consciência.
 Léo Artese

RITO PARA ENTENDER OS SINAIS DA NATUREZA


Coloque tabaco em suas mãos. Sente-se de frente para o Leste, ofereça para o Grande Espírito e para os 4 Poderes / Direções do Universo. Faça a primeira para o Leste, Norte, Oeste e Sul, Mãe Terra, Pai Céu e o Grande Círculo da Criação.

Ore: - Grande Criador, os 4 Sagrados Poderes do Universo, e Todas As Minhas Relações com a natureza. Meu nome é......... 
- Eu chego humildemente até Vós e peço por orientação espiritual. Eu quero aprender como me comunicar e entender minhas relações na natureza, os animais, pássaros, insetos, plantas, cobras e outros espíritos.

- Eu peço que as relações que andam, rastejam, rastejam, voam ou nadam, que cheguem para visitar-me e me ensinar através de seus símbolos.

Sente-se quieto, ouça, observe e aprenda. Estude o comportamento e as características das criaturas que você vê. Veja as cores. Veja o que pode ensinar, desenvolva uma linguagem para você entender.

O que não entender peça em sonhos.


Léo Artese

PETA UHA - FIREKEEPER = O GUARDIÃO DO FOGO


Peta Uha é uma palavra de origem nativo-americana para descrever um papel cerimonial importante para inúmeras cerimonias e nativos norte-americanos. Guardiões do Fogo alimentam e cuidam do fogo em cerimônias como a busca de visões, jornadas, tendas do suor , danças etc. Em muitas tradições nativas norte-americanas o fogo representa tanto o masculino divino do Grande Espírito, como a centelha do Grande Espírito onde todo mundo está conectado. Firekeepers são, em muitas sociedades, quase tão importantes como o chefe e o xamã.

Fogo era um elemento necessário e importante de toda a civilização humana no passado. Ele forneceu um lugar para se aquecer, para dar luz à noite, para a proteção, e para cozinhar e aquecer água. A fumaça de uma fogueira era necessária para manter-se longe de grandes quantidades de insetos incômodos.

Em nosso caminho, o fogo é um ser vivo. Ele é considerado um aspecto do sol, por vezes referido como um "raio de sol" ou Poder do Sol que reside no fogo, a sua essência, nas brasas e por isso esta força muito poderosa deve ser tratada com grande respeito. O fogo cerimonial é encarado como um "fogo sem fim" bem como a "chama eterna. Você pode ver que há uma energia de fogo que está além da energia física manifestada. Essa energia precisa ser mantida forte durante cerimônia!

O Guardião, muitas vezes, mantem um fogo por vários dias, semanas e talvez até mais. No passado , não haviam maneiras fáceis de fazer fogo em piso molhado, era necessário alguém para manter as chamas ou brasas vermelho por longos períodos de tempo. A fogueira também é um lugar de orações, um altar, de oferendas de tabaco, e fornece brasas para o cedro, sálvia e seet grass (grama doce).

O fogo fornece um lugar para manter o tambor sagrado seco e quente, com uma pele firme para melhor som. O fogo é um lugar de encontro, de falar, contar histórias e de renovação.Aquele que atua como um guardião do fogo deve ter grande respeito pelos aspectos físicos e espirituais do fogo sagrado. O guardião do fogo está disposto a ir para além da zona de conforto, e recebe os desafios e as lições do fogo com alegria e apreciação. Ele sabe o tipo de calor produzido e que a intensidade do calor é apenas uma pequena parte da experiência. Ele aprende o tipo de formato que deve usar para cada fogueira.Com coração humilde, o Firekeeper reza ao fogo para saber o que precisa ser conhecido na sua caminhada de vida.


Léo Artese

Maya rechaza categóricamente

 
Los abuelos del Pueblo Maya y toda la comunidad Maya rechaza categóricamente la desinformación que manejan personas e instituciones inconscientes que afirman que el año 2012 es el Tiempo Final. El de la destrucción total...Ningún códice, ninguna cuenta de tiempo o tradición maya habla de un tiempo de muerte...El año 2012 es el tiempo de la nueva humanidad de volver a ser hermanos como los dedos de una mano. Es el tiempo de claridad..
Como vemos en los calendarios mayas solo está terminando un pequeño ciclo que es parte de uno más grande y este de otro a un ciclo mayor.
Personas ajenas al mundo maya, al no entender los grandes ciclos que manejan estos pueblos, se han confundido sacando conclusiones apresuradas y pensando en un final de la humanidad, cosa que nunca se ha mencionado ni se ha insinuado desde ellos.
Categóricamente el pueblo maya reitera que no va a haber ningún fin. Ni el de la humanidad, ni mucho menos de la Madre Tierra.
Desde el mundo maya, creemos que esta cuarta y última humanidad Winäq Ixim (humanidad de maíz), tiene una misión por completar, que consiste en armonizar al resto de la humanidad para expandir la filosofía y forma de armonía a todos los seres.
Como dice la sagrada tradición en los textos mayas:
“Seremos hermanos como los dedos de una mano. Hermanos entre nosotros y de todo lo que nos rodea”.

Onikaghe (cabaña de sudar)


La cosmología Lakota se manifiesta en el diseño, la construcción y la funcionalidad de la onikaghe (cabaña de sudar) utilizada en el Inipi, el rito de purificación.

Se emplean todos los Poderes del Universo: la Tierra y todo lo que nace de ella; el agua, el fuego y el aire para construir un espacio sagrado. Una cabaña en forma de iglú, cubierta de mantas que conforman el vientre del Cosmos y de la Madre Tierra.

Los sauces que forman el armazón se clavan en el suelo de manera que indiquen las cuatro Direcciones del Universo; de este modo en el conjunto de la cabaña está el Universo en imagen, y ella cobija a los pueblos bípedos, cuadrúpedos y alados y a todas las cosas del mundo. Es un lugar de oración, por lo tanto un Templo.

La onikaghe siempre se construye con la puerta hacia el Este, pues de allí viene la luz de la Sabiduría. A unos diez pasos se construye un hogar ritual llamado Peta Owihankeshni, "fuego sin fin", y allí se calientan las piedras que representan a la Abuela Tierra, de la que provienen todos los frutos y también a la Naturaleza indestructible y eterna del Gran Espíritu.

El altar central de la cabaña adonde serán llevadas las piedras calientes es el centro del Universo, en el que mora el Gran Espíritu con su Poder, el fuego.

Se realiza cavando un pozo en el centro de la cabaña, a su alrededor se traza un círculo con una tira de cuero. Con la tierra así recogida se traza un sendero que conduce afuera de la cabaña en dirección al Este y en cuyo extremo se levanta un pequeño montículo.

Sobre las piedras se colocan hierbas aromáticas y agua, que producen abundante vapor, lo que provoca la sudación de las personas que están en el interior de ella. La palabra Inipi deriva del Lakota "Iniunkajaktelo", que significa vamos a orar a la tienda de sudación. Sentarse alrededor de las Abuelas y Abuelos Piedras, es estar en el vientre de la Madre Tierra y en el centro del Cosmos, para recibir la sanación y la purificación.

Las ramas de sauce que forman la estructura de la cabaña, se arman formando dos cruces de cuatro direcciones que tienen un color asociados, a su vez representan los dieciséis grandes misterios de Wakan Tanka, el creador del universo que gobierna a través de diversas deidades, que son todos los aspectos de su Ser.

PEJUTA WAKAN - Ervas Sagradas - CURA



“Nós falamos com você debaixo do solo, ao lado da estrada, em infinitos lugares. Nós estamos sempre aqui, justamente onde você precisa que nós estejamos. Este é o nosso caminho e a nossa Bênção... Para nós, também, somos todos parentes. Nós nascemos da Mãe Terra exatamente como vocês. De acordo com sua necessidade, há uma de nossas parentes plantas que pode restaurar sua saúde. Cada uma de nós é única, como você é. Nós temos diferentes trabalhos a fazer em diferentes estações, como vocês. Esta é nossa função, que nós executamos com grande respeito e alegria. Cada uma de nós tem razões especiais para viver, como vocês têm. Nós não somos diferentes de vocês, afinal!
Cada planta carrega suas próprias características de cura e poderes. Nós procuramos facilitar seu caminho.”
Meditação: “ Eu dou graças às minhas irmãs, as plantas curadoras. Eu resignifico nossa relação e honro seu grande e gentil trabalho.”

Trecho do “The Lakota Sweat Lodge”

OS BENEFÍCIOS DE CANTAR


Harmonizando-se com o Universo
Por Madisyn Taylor
Em 26 de maio de 2012


A ação de cantar é uma das formas mais fáceis de elevar a vibração de seu corpo, pois você se harmoniza com o universo.

Cantar é uma ação de vibração. Ele retira música do reino da não forma - seja da sua mente ou do espaço mágico da inspiração - e vem de dentro para fora. A partir da primeira tomada de ar, o canto movimenta a energia de um modo circular dentro do seu corpo. Conforme a inspiração enche seus pulmões, ela roça o segundo e o terceiro chakras - os centros de criação e de honrar a si e aos outros.

Ao invés de simplesmente expirar, passando o ar pelo quarto e quinto chakras onde ficam o chakra do coração e o centro da verdade e da intenção, cantar reúne coração e mente. As vibrações sonoras das cordas vocais ressoam nas cavidades faciais, enchendo a cabeça com movimento e som enquanto o cérebro se ilumina com o processamento da matemática da música. Este casamento de atividades mobiliza o terceiro olho e abre a porta para a inspiração do chakra da coroa antes de emitir o som para o mundo.

Assim que a vibração inicia, ela é mantida com cada nota, movendo-se por todo o seu corpo e pelo espaço ao seu redor. Isto pode ajudá-lo a harmonizar sua frequência com o mundo e com o divino. O uso da voz pode produzir catarse, uma purificação provinda com a expressão da emoção, e é por isso que nos sentimos melhor após cantar certos tipos de músicas. Tudo isto ocorre mesmo se não estivermos conscientes do que estamos cantando, mas quando nós realmente conectamos com alguma intenção, o poder da voz e da música juntos é uma ferramenta poderosa de criação.

Mesmo se você não for um cantor por natureza ou talento, você não fica de fora. Se você tem uma voz, é seu direito de nascença celebrar a vida com a canção. Não importa se você ache que não tem uma bela voz. Cantarolando ou entoando, cantando sozinho ou com outros, sua voz é sua para desfrutar. Cantando junto com o rádio ou usando vocalização como uma parte de sua meditação, cantar e harmonizar são atividades curadoras que alinha as vibrações de seu corpo com o universo."

Fonte: http://oraclesandhealers.wordpress.com/
Tradução: SINTESE http://blogsintese.blogspot.com/

Contadores de Histórias


Sou uma cabelos trançados uma “ storyteller” e me orgulho de trilhar esse caminho. Histórias........Elas contêm em sua estrutura a força da cura, pois estão permeadas de instruções que nos orientam diante da complexidade da vida.
Sejam contos de fadas, mitos ou os contos que foram transmitidos oralmente pelos nossos ancestrais – e que de uma forma ou de outra chegaram até nós, tocando a realidade arquetípica de nossas almas – as histórias ampliam a nossa compreensão sobre os caminhos que iremos trilhar em nossa jornada evolutiva.
Funcionam como uma batida na porta – uma senha – que irá abrir uma passagem para regiões não exploradas da nossa psique.
Não importa em qual cultura a história foi gerada, as trilhas tecidas por elas nos conduzirão longe, na direção do nosso autoconhecimento.
Os contadores de histórias sabem que a história é uma meditação, que muitas vezes leva o ouvinte a um universo “entre universos” – permitindo que ele “ouça além da história” , a voz “...que é mais antiga que as pedras...” - a voz do nosso eu superior – que nos transporta a regiões de amor e aprendizado.
Na Medicina tradicional Hindu, os contos eram oferecidos para meditação a uma pessoa desorientada psiquicamente. Esperava-se que meditando sobre a história a pessoa pudesse visualizar a natureza do impasse existencial que sofria, bem como a possibilidade de solução.
Nas tradições nativas os contadores de histórias são tão importantes quantos os curadores, porque as histórias contadas fazem parte da jornada de cura.
É o contador de histórias que mantém viva a memória da tribo, preservando através dos seus relatos a herança dos ancestrais. Enquanto histórias são contadas – um ciclo, uma corrente de cura é instaurada. Abre-se o “caminho da beleza” e o ritmo antigo e antiga rima.
Transcrevo abaixo um trecho de uma palestra proferida por uma analista junguiana– sobre a função terapêutica das histórias:
“Sempre que se conta um conto de fadas ou uma história, a noite vem. Não importa o lugar, não importa a hora, não importa a estação do ano, o fato da história estar sendo contada faz com que um céu estrelado e uma lua branca entrem sorrateiramente pelo beiral e fiquem pairando sobre a cabeça dos ouvintes. Ás vezes ao final do conto o aposento enche-se de amanhecer; outras vezes um fragmento de estrela fica para trás , ou ainda uma faixa de luz rasga o céu tempestuoso. E não importa o que tenha ficado para trás, é com essa dádiva que devemos trabalhar: é ela que devemos usar para criar a alma (...) espero que vocês deixem as histórias lhes aconteçam, que vocês as elaborem, que reguem com seu sangue, com as suas lagrimas e seu riso, até que elas floresçam, até que vocês mesmos floresçam. Então vocês serão capazes de ver os bálsamos que elas criam, bem como onde e quando aplicá-los. É essa a missão”
E eu ouso completar: É essa a missão dos contadores de histórias
Assim eu falei!

AHOW!!!!
A Natureza é um fenômeno de magia. Escutem a mensagem das pedras, do vento, do fogo, da água, do ar. Ouçam o som do coração da Terra. Aprendam observando as plantas, as flores, os animais. Como disse certa vez um homem branco, um poeta que caminhou entre vocês: “A Natureza é a ilustração do livro universal dos encantamentos...” O AMOR É A GRANDE MAGIA! A verdadeira magia é um instrumento de Amor. É linda e abençoada. É muito bom se harmonizar com a Natureza e com suas forças elementais, caminhando com ela, poderão, dentro das Leis Cósmicas, “direcionar” essas energias, auxiliando a sua evolução e a dos seus companheiros de caminhada. Essa é a linguagem de amor que a magia expressa. Essa é a conduta dos Magos e Xamãs que se encontram alinhados com a Luz Maior!
•Histórias são bálsamos medicinais.
Minda Lunichi

Somos todos irmãos!


Trate igual a todos os homens.
Dê a todos a mesma Lei.
Dê a todos a mesma oportunidade de viver e crescer.
Todos os homens foram criados pelo Grande Espírito.
Somos TODOS irmãos.
A Terra é a Mãe de todos os povos, e todos os povos deveriam ter direitos iguais sobre Ela.

(Chefe Joseph, Tribo Nez Perce)

A Teia Prateada dos Sonhos


 
Um Sonhador é alguém que pode focalizar sua intenção pessoal enquanto dorme. Em seus sonhos, estas pessoas alcançam os mundos invisíveis da energia para obter informação, interpretar as metáforas dos sonhos e usar a informação na vida física.

Teia dos Sonhos é o nome que os nativos americanos usam para descrever o mundo invisível do espírito, pensamento, emoção e energia intangível, que é parte de nossa realidade física. O denominador comum que une estes dois mundos – das energias físicas e das energias intangíveis – é constituído de uma rede de linhas de energia que opera como uma onda de rádio, ou uma freqüência, sem forma visível. Para conseguir acessar o mundo invisível da Teia dos Sonhos precisamos entrar em Tiyoweh, o silêncio, e ultrapassar a tagarelice incessante da mente humana, chegando ao silêncio infinito e majestoso. Da mesma forma que podemos sintonizar o botão do rádio em nossa estação favorita, precisamos acalmar nossos pensamentos e sentimentos pessoais para conseguirmos sintonizar esta frequência serena, alcançando a consciência universal e majestosa do Grande Mistério. Só então é possível receber as mensagens que são compreendidas por nossas Essências Espirituais. Todas as pessoas dormem, por isso qualquer um pode aprender a contatar a Teia dos Sonhos, porque quando o corpo físico está descansando, a mente cessa sua tagarelice.

Quando o corpo físico dorme, o corpo de sonhos desperta. O corpo de sonhos é uma duplicata energética de nós mesmos, a antena de nossa Essência Espiritual. Como ser humano, você é uma consciência imortal e espiritual que, por acaso, tem um corpo físico. Esta Essência Espiritual se reconecta diariamente aos mundos invisíveis, porque na Teia dos Sonhos todos os níveis de consciência deste universo estão interligados. Esta parte brilhante e luminosa de nós mesmos desliza para outras realidades, os mundos invisíveis dos pensamentos e sentimentos, que são meramente a contraparte não-física de tudo o que percebemos como sendo concreto durante as horas de vigília.

Ao dormir, acessamos a Teia dos Sonhos através de nossas experiências pessoais. Isto é algo que fazemos naturalmente; nossos sonhos refletem todos os pensamentos, os sentimentos, os medos, as aspirações, o potencial criativo, as idéias não-expressas e a força vital que passam por nós durante a vida cotidiana. Com intenção direcionada e treinamento adequado podemos ir além do pessoal, para as partes universais da Teia dos Sonhos. À medida que exploramos cada um dos sete caminhos de iniciação, nós nos abrimos para áreas dos mundos invisíveis do espírito que vão muito além de nossa habitual visão de túnel.

Alguns dos grandes desafios na exploração da Teia dos Sonhos estão no quinto e sexto caminhos, onde aprendemos a chegar aos mundos invisíveis pela força de nossa própria vontade. Aprendemos a manobrar nos diversos mundos da consciência tão facilmente como se estivéssemos andando pela rua. Aprendemos a localizar qualquer nível de percepção que desejarmos e a usar de forma consciente a força vital que temos à nossa disposição. Alguns podem achar essas habilidades fantásticas ou inacreditáveis, ou mesmo assustadoras e não desejáveis, mas ninguém é forçado a seguir um caminho de iniciação. Mesmo as pessoas que querem desenvolver as habilidades dos últimos três caminhos percebem que o trabalho exige mais energia e determinação do que a maioria dos seres humanos está disposta a empregar.

Imagine um mapa rodoviário, ou um diagrama elétrico, com linhas de energia conectando todas as coisas; assim é a Teia dos Sonhos. As cores e as texturas das linhas de energia que seu cruzam são diferentes segundo o indivíduo que as vê, porque cada pessoa possui uma perspectiva diferente da vida. Durante séculos, nossos Sonhadores e Videntes nativos americanos têm tido consciência desta rede de energia, que conecta toda a matéria, a energia, o espaço e o tempo. Os físicos chamam as partículas elementares, ou a energia que conecta os átomos, de gluons (alusão à cola, em inglês glue). Os Videntes do Sul vêem estas por lacunas elementares formando uma rede de energia que conecta os mundos visível e invisível do nosso universo. Os antigos dizem que a grande Mãe Aranha teceu a rede do universo, ligando toda a criatividade e a vida, e instalando o princípio criativo do Grande Mistério em todas as coisas. Os ancestrais nativo americanos, que eram Videntes e Sonhadores, perceberam que a Grande Mãe Aranha tecia a rede do universo para nos mostrar a inter-relação de todas as coisas. Os Videntes do Sul percebem a rede de energia como feita de Espírito, ou força vital divina. Começamos a ver e sentir a rede de energia do universo quando curamos nossos medos e libertamos as antigas feridas, rasgando os véus de separação criados pela forma como víamos o mundo anteriormente.

A Teia dos Sonhos é criada por um fluxo divino de consciência e de força vital, e também pelas coisas não físicas que os seres humanos criam, como sentimentos, pensamentos, inspiração, opiniões, julgamentos, imaginação, sonhos, aspirações, intenções e criatividade pura. Todos estes elementos contêm energia, mas nós não os vemos como objetos físicos. Percebemos estes elementos apenas quando os experimentamos em nós mesmos; só então se tornam reais para nós. Poucos dentre nós, entretanto, entendem que as energias invisíveis criadas pelos seres humanos criam redes mentais, emocionais e espirituais de força vital, que interagem e influenciam toda a dimensão física.

A Teia dos Sonhos é a rede de todas as energias criativas humanas que interage com a força vital contida em cada átomo da Criação e abrange todas as coisas do nosso universo. Antes que esta rede de energia assuma características ou forma física, ela é criada por nossos sentimentos, pensamentos e pontos de vista, que estão repletos de energia. Cada vez que agimos, ou reagimos a algo que acontece em nossas vidas, um pensamento, sentimento, ponto de vista ou julgamento está presente. Estes pensamentos possuem força vital própria e influenciam diretamente a forma como vivemos. Quando mudamos nossa forma de pensar, sentir, ou as opiniões que temos, nossa experiência de vida também se modifica. A Teia dos Sonhos reage às mudanças que fazemos em nós mesmos e nos oferece novas oportunidades a cada vez que abrimos a percepção para novas possibilidades, alterando os hábitos que nos mantinham presos a rotinas fechadas.

Para se atingir qualquer meta na vida, é preciso ter energia, mas poucas pessoas compreendem que desperdiçam energia cada vez que se preocupam, que geram pensamentos negativos, ou tagarelam inutilmente. As pessoas não perceberam ainda que podem mover essa energia ou apanhá-la, quando necessitam, da Mãe Terra, do Criador e do Universo. Cada objeto físico contém energia. Até os pensamentos e sentimentos invisíveis contêm energia, na forma de emoção. Nós aprendemos a seguir os caminhos de transformação à medida que aprendemos a usar a energia para o bem ou para o mal, através das escolhas pessoais. Precisamos redirecionar nossa energia de forma positiva, para que ela nos leve além dos comportamentos estagnados e opacos, que drenam preciosas reservas de energia, e nos elevem a novos e transformadores níveis de experiência de vida. Para descobrir e usar adequadamente a força vital universal, ou energia, precisamos entender como a Teia dos Sonhos funciona.

A maioria das pessoas não percebe que está sempre dirigindo seus pensamentos e sentimentos para o resto do mundo. Quando uma pessoa está passando raiva ou negatividade, esta raiva é sentida pelos outros, mesmo não sendo uma coisa física. Se esta pessoa estiver enviando inveja, ciúmes ou raiva para os outros, o efeito pode ser tão forte quanto dar um soco no estômago de alguém. Como se vê na Teia dos Sonhos, a energia negativa destas emoções implode naquele que as envia, penetrando também no Espaço Sagrado, ou campo energético, do destinatário. Os resultados são os mesmos nos mundos visível e invisível. Da mesma maneira que as imagens de um noticiário com cenas de desastre ou histórias de violência podem invadir os nossos sentidos e diminuir nossa sensação de bem-estar, a má intenção ou os pensamentos carregados podem fazer alguém experimentar perda de vitalidade, de energia, de senso de propósito, ou de habilidade para lidar com a vida.

Apesar de termos consciência daquilo que pensamos e sentimos sobre determinados assuntos, geralmente não sabemos que nossas opiniões criam padrões que nos envolvem e interferem em nossas experiências de vida. Nós carregamos cestas com fardos invisíveis, criados pelas nossas limitações, nossos pensamentos negativos, nossas feridas emocionais. Algumas vezes, através do sonho, podemos desenrolar estes padrões de medo, ou os fios de nossas limitações. Muitas pessoas acham que não conseguem se lembrar dos sonhos. Estas pessoas não têm memória da criação subconsciente, ou do processo de desenredamento, mas ele está ocorrendo da mesma maneira. Nós habitualmente resolvemos muitos problemas durante o sono.

As decisões que tomamos em nossas vidas cotidianas são diretamente influenciadas pelas opções feitas durante o sono e o sonho. Algo que nos preocupou muito na noite anterior pode parecer fácil de resolver pela manhã. Depois de um dia difícil, se nós decidirmos conscientemente desistir de ter a última palavra, talvez na manhã seguinte fique claro para nós que podemos encontrar uma forma de acordo, e que não é preciso continuar discutindo. Por meio de uma decisão consciente, nós alteramos a Teia dos Sonhos, ao reconfigurarmos nossas intenções.

Cada vez que eliminamos uma idéia fixa, criada por causa do medo do desconhecido, rompemos uma barreira de energia represada. Nossas idéias preconcebidas e falsas, e nossa resistência à mudança, são neste momento libertadas. Quando vencemos qualquer limitação auto-imposta, experimentamos uma profunda sensação de alívio, acompanhada por uma grande quantidade de força vital nova. Ao resistirmos a certas emoções, gastamos enormes quantidades de energia que restringem o fluxo da força vital, criando mais uma represa a impedir o nosso crescimento potencial. Como sentimentos e pensamentos são intangíveis, eles se situam na Teia dos Sonhos, além de nossa visão normal. Podemos não ver os falsos conceitos desaparecendo quando os eliminamos, mas sentimos seus resultados quando as comportas de força vital se abrem e a energia volta a circular em nosso corpo.

Até que a vida nos desperte, não costumamos ter consciência dos padrões que tecemos nos mundos invisíveis, nem dos estados de consciência que encontramos ao sonhar. A maioria de nós não vê a conexão entre os pensamentos e comportamento pessoais e a forma como os outros reagem a nós. Mas o fato é que os seres humanos são um somatório energético de tudo o que sonham, imaginam, pensam, percebem e sentem, a qualquer dado momento. A imagem interna que formamos , aquilo que pensamos que somos, afeta e determina diretamente como percebemos o mundo, e também nossas experiências pessoais.

Jamie Sams – Dançando O Sonho

Vivenciando a consciência pura


Presença é o mesmo que Ser?

Quando tomamos consciência do Ser, o que de fato acontece é que o Ser se torna consciente de si mesmo. Quando o Ser toma consciência de si mesmo, isso é presença. Como o Ser, a consciência e a vida são sinônimos, podemos dizer que a presença significa a consciência se tornando consciente de si mesma, ou a vida tomando consciência de si mesma. Mas não se apegue às palavras e não se esforce para entendê-las. Não há nada que você precise entender antes de conseguir se tornar presente.

Compreendo o que você acabou de dizer, mas isso parece implicar que o Ser, a realidade transcendental definitiva, ainda não está completo e que está passando por um processo de desenvolvimento. Será que Deus precisa de tempo para um crescimento pessoal?

Sim, mas somente se visto da perspectiva limitada do universo manifesto. Na Bíblia, Deus declara: “Eu sou o Alfa e o Omega, eu sou Aquele que está vivo”. No reino eterno em que Deus habita, que também é a nossa casa, o começo e o fim, o Alfa e o Omega, são uma unidade, e a essência de todas as coisas que existem e existirão está eternamente presente na forma de um estado não manifesto de unidade e perfeição, totalmente além de qualquer coisa que a mente humana possa vir a imaginar ou compreender. Entretanto, em nosso mundo de formas aparentemente separadas, a perfeição eterna é um conceito muito difícil de imaginarmos. Aqui, até mesmo a consciência, que é a luz emanando da Fonte eterna, parece estar sujeita a um processo de desenvolvimento, mas isso se deve à nossa percepção limitada. Não é isso o que acontece em termos absolutos. Ainda assim, vou continuar a falar por um momento a respeito da evolução da consciência em nosso mundo.

Todas as coisas que existem têm um Ser, têm uma essência divina, têm algum grau de consciência. Até mesmo uma pedra tem uma consciência rudimentar, do contrário não existiria e seus átomos e moléculas se dispersariam. Tudo está vivo. O sol, a terra, as plantas, os animais, as pessoas, todos são expressões da consciência em níveis variáveis, a consciência se manifestando como forma.

O universo desponta quando a consciência toma um corpo e uma forma, formas abstratas e formas materiais. Olhe para os milhões de formas de vida só neste planeta. No mar, na terra, no ar e, em seguida, como cada forma de vida se reproduz milhões de vezes. Com que propósito? Será que alguma coisa, ou alguém, está jogando um jogo com a forma? É isso o que os antigos profetas da Índia se perguntavam. Viam o mundo como lila, uma espécie de jogo divino jogado por Deus. As formas de vida individuais não são obviamente muito importantes nesse jogo. No mar, a maioria das formas de vida não sobrevive por mais de alguns minutos depois de ter nascido. A forma humana também vira pó bem rapidamente e, quando ela se vai, é como se nunca tivesse acontecido. Isso é trágico ou cruel? Só se criarmos uma identidade separada para cada forma e esquecermos que a consciência de cada uma é a expressão da essência divina através forma. Mas você não sabe de verdade essas coisas até que vivencia a sua própria essência divina como pura consciência.

Se um peixe nasce no seu aquário e você lhe dá o nome de John, escreve uma certidão de nascimento, conta-lhe a história da família dele e, dois minutos depois, o vê sendo engolido por um outro peixe, isso é trágico. Mas só é trágico porque você projetou um eu interior separado onde não havia nenhum. Você se apoderou de uma fração de um processo dinâmico, uma dança molecular, e fez dela uma entidade separada.

A consciência assume formas tão complexas para se disfarçar que acaba se perdendo completamente nelas. Nos dias atuais, a consciência está totalmente identificada com seu disfarce. Só se conhece como forma e assim vive com medo da destruição da sua forma física ou psicológica. Essa é a mente egoica, e é aqui que surge uma grave disfunção. Agora parece que alguma coisa deu errado em algum ponto ao longo da linha da evolução. Mas mesmo isso é parte da lila, o jogo divino. Por fim, a pressão do sofrimento criada por essa aparente disfunção obriga a consciência a se desidentificar da forma e a faz despertar do sonho da forma. Ela recobra sua autopercepção, mas num nível muito mais profundo do que quando a perdeu.

Esse processo é explicado por Jesus na parábola do filho pródigo, que deixa a casa paterna, esbanja a sua fortuna, vira um mendigo e então é forçado por suas provações a voltar para casa. Ao chegar, seu pai o ama mais do que antes. O estado do filho é o mesmo que anteriormente, ainda que não o mesmo. Tem agora uma dimensão adicional de profundidade. A parábola descreve uma trajetória a partir de uma perfeição inconsciente, passa por uma aparente imperfeição e “demonismo”, até chegar a uma perfeição consciente.

Você consegue perceber agora a profundidade e a grandeza de se tornar presente como o observador da sua mente? Sempre que observamos a mente, livramos a consciência das formas da mente, criando aquilo que chamamos o observador ou a testemunha. Consequentemente, o observador – que é a pura consciência além da forma – se torna mais forte, e as formações mentais se tornam mais fracas. Quando falamos sobre observar a mente, estamos personalizando um fato de verdadeiro significado cósmico porque, através de você, a consciência está despertando do seu sonho de identificação com a forma e se retirando da forma. Isso é o prenúncio – e também parte – de um acontecimento que provavelmente ainda está num futuro distante, no que diz respeito ao tempo cronológico. Esse acontecimento é conhecido como o fim do mundo.

Quando a consciência se liberta da sua identificação com as formas física e mental, torna-se o que podemos chamar de consciência pura ou iluminada, ou presença. Isso já aconteceu com alguns indivíduos e parece que está destinado a acontecer em breve em uma escala muito maior, embora não haja garantia absoluta que vá acontecer. Muitos seres humanos ainda estão identificados com a mente e são governados por ela. Se não se libertarem a tempo, serão destruídos por ela. Vão se ver envolvidos em confusões cada vez maiores, conflitos, violência, doenças, desespero, loucura. A mente se transformou em um navio que naufraga. Se você não pular, vai naufragar com ele. A mente egoica coletiva é a entidade mais perigosamente insana e destruidora que jamais habitou nosso planeta. O que você acha que acontecerá ao planeta se a consciência humana não se modificar?

Para a maioria dos seres humanos, a única maneira de descansar a mente é ocasionalmente reverter a um nível de consciência abaixo do pensamento. As pessoas fazem isso todas as noites, durante o sono. Mas, até certo ponto, isso também acontece através do sexo, da bebida e de outras drogas que suprimem a atividade excessiva da mente. Se não fosse pela bebida, por tranqüilizantes e antidepressivos, bem como pelas drogas ilegais, todas consumidas em grandes quantidades, a insanidade das mentes humanas seria até mais óbvia do que já é. Acredito que, impedida de usar drogas, uma grande parte da população se transformaria num perigo para ela mesma e para os outros. Essas drogas mantêm as pessoas paralisadas dentro da disfunção. Sua ampla utilização apenas retarda a ruptura das velhas estruturas mentais e o aparecimento de uma consciência superior. Enquanto os usuários individuais puderem obter algum alívio da tortura diária a eles infligi da por suas próprias mentes, estarão sendo impedidos de gerar uma presença consciente o bastante para se elevarem sobre o pensamento e assim encontrarem a verdadeira libertação.

Retomar a um nível de consciência abaixo da mente, que é o nível pré-pensamento dos nossos ancestrais distantes e também dos animais e das plantas, não é uma opção válida para nós. Não há como retomar. Se a raça humana tiver de sobreviver, terá de passar para o estágio seguinte. A consciência está se desenvolvendo por todo o universo através de bilhões de formas. Portanto, mesmo se não conseguirmos, não terá a menor importância numa escala cósmica. Nunca se perde um avanço na consciência cósmica, ele simplesmente vai se expressar através de uma outra forma. Mas o simples fato de eu estar falando aqui e de você estar me ouvindo, ou lendo, é um sinal claro que uma nova consciência está ganhando espaço no planeta.

Não há nada de pessoal nisso: não estou ensinando nada a você. Você está consciente e está prestando atenção. Há um ditado oriental que diz: “O mestre e o ensinamento juntos criam o ensino”. Em qualquer caso, as palavras em si não são importantes. Elas não são a Verdade, só apontam para ela. Falo num momento de presença e, enquanto falo, você pode querer se juntar a mim nesse estado. Embora cada palavra que eu empregue tenha uma história, e, é claro, venha do passado, assim como todas as línguas, as palavras deste momento são condutoras de uma alta frequência de energia de presença, bem diferente do significado que elas transmitem como simples palavras.

O silêncio é um condutor até mais potente de presença, portanto, quando você ler estas palavras ou me ouvir dizê-las, perceba o silêncio entre e sob as palavras. Perceba os espaços. Ouvir o silêncio, onde quer que você esteja, é um caminho fácil e direto de tornar-se presente. Mesmo quando há barulho, há sempre um pouco de silêncio sob e entre os sons. Ouvir o silêncio cria imediatamente uma serenidade dentro de nós. Só a serenidade dentro de nós percebe o silêncio lá fora. E o que é serenidade senão a presença, a consciência livre das formas de pensamento? Eis aqui a realização exata do que venho falando.

O PODER DO AGORA
UM GUIA PARA A ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL
Eckhart Tolle

A Teia Prateada dos Sonhos


                                                 
Um Sonhador é alguém que pode focalizar sua intenção pessoal enquanto dorme. Em seus sonhos, estas pessoas alcançam os mundos invisíveis da energia para obter informação, interpretar as metáforas dos sonhos e usar a informação na vida física.

Teia dos Sonhos é o nome que os nativos americanos usam para descrever o mundo invisível do espírito, pensamento, emoção e energia intangível, que é parte de nossa realidade física. O denominador comum que une estes dois mundos – das energias físicas e das energias intangíveis – é constituído de uma rede de linhas de energia que opera como uma onda de rádio, ou uma freqüência, sem forma visível. Para conseguir acessar o mundo invisível da Teia dos Sonhos precisamos entrar em Tiyoweh, o silêncio, e ultrapassar a tagarelice incessante da mente humana, chegando ao silêncio infinito e majestoso. Da mesma forma que podemos sintonizar o botão do rádio em nossa estação favorita, precisamos acalmar nossos pensamentos e sentimentos pessoais para conseguirmos sintonizar esta frequência serena, alcançando a consciência universal e majestosa do Grande Mistério. Só então é possível receber as mensagens que são compreendidas por nossas Essências Espirituais. Todas as pessoas dormem, por isso qualquer um pode aprender a contatar a Teia dos Sonhos, porque quando o corpo físico está descansando, a mente cessa sua tagarelice.

Quando o corpo físico dorme, o corpo de sonhos desperta. O corpo de sonhos é uma duplicata energética de nós mesmos, a antena de nossa Essência Espiritual. Como ser humano, você é uma consciência imortal e espiritual que, por acaso, tem um corpo físico. Esta Essência Espiritual se reconecta diariamente aos mundos invisíveis, porque na Teia dos Sonhos todos os níveis de consciência deste universo estão interligados. Esta parte brilhante e luminosa de nós mesmos desliza para outras realidades, os mundos invisíveis dos pensamentos e sentimentos, que são meramente a contraparte não-física de tudo o que percebemos como sendo concreto durante as horas de vigília.

Ao dormir, acessamos a Teia dos Sonhos através de nossas experiências pessoais. Isto é algo que fazemos naturalmente; nossos sonhos refletem todos os pensamentos, os sentimentos, os medos, as aspirações, o potencial criativo, as idéias não-expressas e a força vital que passam por nós durante a vida cotidiana. Com intenção direcionada e treinamento adequado podemos ir além do pessoal, para as partes universais da Teia dos Sonhos. À medida que exploramos cada um dos sete caminhos de iniciação, nós nos abrimos para áreas dos mundos invisíveis do espírito que vão muito além de nossa habitual visão de túnel.

Alguns dos grandes desafios na exploração da Teia dos Sonhos estão no quinto e sexto caminhos, onde aprendemos a chegar aos mundos invisíveis pela força de nossa própria vontade. Aprendemos a manobrar nos diversos mundos da consciência tão facilmente como se estivéssemos andando pela rua. Aprendemos a localizar qualquer nível de percepção que desejarmos e a usar de forma consciente a força vital que temos à nossa disposição. Alguns podem achar essas habilidades fantásticas ou inacreditáveis, ou mesmo assustadoras e não desejáveis, mas ninguém é forçado a seguir um caminho de iniciação. Mesmo as pessoas que querem desenvolver as habilidades dos últimos três caminhos percebem que o trabalho exige mais energia e determinação do que a maioria dos seres humanos está disposta a empregar.

Imagine um mapa rodoviário, ou um diagrama elétrico, com linhas de energia conectando todas as coisas; assim é a Teia dos Sonhos. As cores e as texturas das linhas de energia que seu cruzam são diferentes segundo o indivíduo que as vê, porque cada pessoa possui uma perspectiva diferente da vida. Durante séculos, nossos Sonhadores e Videntes nativos americanos têm tido consciência desta rede de energia, que conecta toda a matéria, a energia, o espaço e o tempo. Os físicos chamam as partículas elementares, ou a energia que conecta os átomos, de gluons (alusão à cola, em inglês glue). Os Videntes do Sul vêem estas por lacunas elementares formando uma rede de energia que conecta os mundos visível e invisível do nosso universo. Os antigos dizem que a grande Mãe Aranha teceu a rede do universo, ligando toda a criatividade e a vida, e instalando o princípio criativo do Grande Mistério em todas as coisas. Os ancestrais nativo americanos, que eram Videntes e Sonhadores, perceberam que a Grande Mãe Aranha tecia a rede do universo para nos mostrar a inter-relação de todas as coisas. Os Videntes do Sul percebem a rede de energia como feita de Espírito, ou força vital divina. Começamos a ver e sentir a rede de energia do universo quando curamos nossos medos e libertamos as antigas feridas, rasgando os véus de separação criados pela forma como víamos o mundo anteriormente.

A Teia dos Sonhos é criada por um fluxo divino de consciência e de força vital, e também pelas coisas não físicas que os seres humanos criam, como sentimentos, pensamentos, inspiração, opiniões, julgamentos, imaginação, sonhos, aspirações, intenções e criatividade pura. Todos estes elementos contêm energia, mas nós não os vemos como objetos físicos. Percebemos estes elementos apenas quando os experimentamos em nós mesmos; só então se tornam reais para nós. Poucos dentre nós, entretanto, entendem que as energias invisíveis criadas pelos seres humanos criam redes mentais, emocionais e espirituais de força vital, que interagem e influenciam toda a dimensão física.

A Teia dos Sonhos é a rede de todas as energias criativas humanas que interage com a força vital contida em cada átomo da Criação e abrange todas as coisas do nosso universo. Antes que esta rede de energia assuma características ou forma física, ela é criada por nossos sentimentos, pensamentos e pontos de vista, que estão repletos de energia. Cada vez que agimos, ou reagimos a algo que acontece em nossas vidas, um pensamento, sentimento, ponto de vista ou julgamento está presente. Estes pensamentos possuem força vital própria e influenciam diretamente a forma como vivemos. Quando mudamos nossa forma de pensar, sentir, ou as opiniões que temos, nossa experiência de vida também se modifica. A Teia dos Sonhos reage às mudanças que fazemos em nós mesmos e nos oferece novas oportunidades a cada vez que abrimos a percepção para novas possibilidades, alterando os hábitos que nos mantinham presos a rotinas fechadas.

Para se atingir qualquer meta na vida, é preciso ter energia, mas poucas pessoas compreendem que desperdiçam energia cada vez que se preocupam, que geram pensamentos negativos, ou tagarelam inutilmente. As pessoas não perceberam ainda que podem mover essa energia ou apanhá-la, quando necessitam, da Mãe Terra, do Criador e do Universo. Cada objeto físico contém energia. Até os pensamentos e sentimentos invisíveis contêm energia, na forma de emoção. Nós aprendemos a seguir os caminhos de transformação à medida que aprendemos a usar a energia para o bem ou para o mal, através das escolhas pessoais. Precisamos redirecionar nossa energia de forma positiva, para que ela nos leve além dos comportamentos estagnados e opacos, que drenam preciosas reservas de energia, e nos elevem a novos e transformadores níveis de experiência de vida. Para descobrir e usar adequadamente a força vital universal, ou energia, precisamos entender como a Teia dos Sonhos funciona.

A maioria das pessoas não percebe que está sempre dirigindo seus pensamentos e sentimentos para o resto do mundo. Quando uma pessoa está passando raiva ou negatividade, esta raiva é sentida pelos outros, mesmo não sendo uma coisa física. Se esta pessoa estiver enviando inveja, ciúmes ou raiva para os outros, o efeito pode ser tão forte quanto dar um soco no estômago de alguém. Como se vê na Teia dos Sonhos, a energia negativa destas emoções implode naquele que as envia, penetrando também no Espaço Sagrado, ou campo energético, do destinatário. Os resultados são os mesmos nos mundos visível e invisível. Da mesma maneira que as imagens de um noticiário com cenas de desastre ou histórias de violência podem invadir os nossos sentidos e diminuir nossa sensação de bem-estar, a má intenção ou os pensamentos carregados podem fazer alguém experimentar perda de vitalidade, de energia, de senso de propósito, ou de habilidade para lidar com a vida.

Apesar de termos consciência daquilo que pensamos e sentimos sobre determinados assuntos, geralmente não sabemos que nossas opiniões criam padrões que nos envolvem e interferem em nossas experiências de vida. Nós carregamos cestas com fardos invisíveis, criados pelas nossas limitações, nossos pensamentos negativos, nossas feridas emocionais. Algumas vezes, através do sonho, podemos desenrolar estes padrões de medo, ou os fios de nossas limitações. Muitas pessoas acham que não conseguem se lembrar dos sonhos. Estas pessoas não têm memória da criação subconsciente, ou do processo de desenredamento, mas ele está ocorrendo da mesma maneira. Nós habitualmente resolvemos muitos problemas durante o sono.

As decisões que tomamos em nossas vidas cotidianas são diretamente influenciadas pelas opções feitas durante o sono e o sonho. Algo que nos preocupou muito na noite anterior pode parecer fácil de resolver pela manhã. Depois de um dia difícil, se nós decidirmos conscientemente desistir de ter a última palavra, talvez na manhã seguinte fique claro para nós que podemos encontrar uma forma de acordo, e que não é preciso continuar discutindo. Por meio de uma decisão consciente, nós alteramos a Teia dos Sonhos, ao reconfigurarmos nossas intenções.

Cada vez que eliminamos uma idéia fixa, criada por causa do medo do desconhecido, rompemos uma barreira de energia represada. Nossas idéias preconcebidas e falsas, e nossa resistência à mudança, são neste momento libertadas. Quando vencemos qualquer limitação auto-imposta, experimentamos uma profunda sensação de alívio, acompanhada por uma grande quantidade de força vital nova. Ao resistirmos a certas emoções, gastamos enormes quantidades de energia que restringem o fluxo da força vital, criando mais uma represa a impedir o nosso crescimento potencial. Como sentimentos e pensamentos são intangíveis, eles se situam na Teia dos Sonhos, além de nossa visão normal. Podemos não ver os falsos conceitos desaparecendo quando os eliminamos, mas sentimos seus resultados quando as comportas de força vital se abrem e a energia volta a circular em nosso corpo.

Até que a vida nos desperte, não costumamos ter consciência dos padrões que tecemos nos mundos invisíveis, nem dos estados de consciência que encontramos ao sonhar. A maioria de nós não vê a conexão entre os pensamentos e comportamento pessoais e a forma como os outros reagem a nós. Mas o fato é que os seres humanos são um somatório energético de tudo o que sonham, imaginam, pensam, percebem e sentem, a qualquer dado momento. A imagem interna que formamos , aquilo que pensamos que somos, afeta e determina diretamente como percebemos o mundo, e também nossas experiências pessoais.

Jamie Sams – Dançando O Sonho

Pocahontas


                                                   
“Nós, da Nação Powhatan, discordamos das afirmações de Disney. O filme apresenta uma visão distorcida que vai muito além da história original. Nossas ofertas para ajudar a Disney em aspectos culturais e históricos foram rejeitadas. Tentamos fazer com que a Disney corrigisse os erros ideológicos e histórias do filme, mas fomos ignorados.

É triste que essa história, da qual ingleses e americanos deveriam se envergonhar, tenha se tornado um meio de entretenimento, perpetuando um mito irresponsável e falso sobre a Nação Powhatan.”

Chefe Roy Cavalo Louco

Pocahontas era uma menina da Nação Powhatan, filha do Chefe Wahunsunacock, que governava uma área que abrangia quase todas as tribos vizinhas no litoral do estado da Virgínia, região chamada pelos índios de Tenakomakah. Seu nome verdadeiro era Matoaka, sendo que Pocahontas era só um apelido de infância.

Quanto a John Smith, se tratava de um homem de meia idade, de cabelos castanhos, de barba e cabelos longos. Ele era um dos líderes dos colonos que lutavam para tomar as terras dos Powhatan, e que em 1607, foi capturado por caçadores Powhatan. Ele possívelmente seria morto, mas Pocahontas, que contava então com 11 anos de idade, interveio, conseguindo convencer o pai que a morte de John Smith só aumentaria o ódio dos colonos. Ao contrário do que dizem os romances sobre sua vida, Pocahontas e Smith nunca se apaixonaram. Smith serviu como um tutor da língua e dos costumes ingleses para Pocahontas.

Em 1609, um acidente com pólvora obrigou John Smith a ir se tratar na Inglaterra, mas o colonos disseram à Pocahontas que Smith morrera. A verdadeira história de Pocahontas tem um triste final. Em 1612, aos 17 anos, ela foi aprisonada pelos ingleses enquanto estava numa visita social e mantida na prisão de Jamestown por mais de um ano. Durante o período de captura, o inglês John Rolfe demonstrou um especial interesse pela jovem prisoneira. Como condição para Pacahontas ser libertada, ela teve de se casar com Rolfe, que era um dos mais importantes comerciantes ingleses no setor de tabaco.

Rolfe, cuja esposa e filha haviam falecido, tinha cultivado com sucesso uma nova espécie de tabaco na Vírginia e gasto muito tempo lá para a colheita. Ele era um homem muito religioso que se angustiava com as potenciais repercurssões de casar com uma “selvagem”. Em uma longa carta dirigida ao governador, pediu permissão para casar-se com Pocahontas, relatando seu amor por ela e sua crença em que ela poderia ter sua alma salva. Ele alegou “que não estava somente movido pelo desejo carnal, mas pelo bem desta plantação, pela honra de nosso país, pela Glória de Deus, pela minha própria salvação... ela se chama Pocahontas, a quem dirijo meus melhores pensamentos, e eu tenho estado por tanto tempo tão confuso e encantado por esse intrincado labirinto...” Então, Alexander Whitaker, ministro inglês, ensinou a religião cristã e aprimorou o inglês de Pocahontas e, quando este providenciou seu batismo cristão, Pocahontas escolheu o nome de Rebecca. Logo após, em 05 de abril de 1614, ela se casou com Rolfe e passaram a viver em sua plantação de tabaco, Varina Farms, que estava localizada ao lado do James River. Tiveram um único filho, Thomas Rolfe, nascido em 30 de janeiro de 1615. Esta união estabeleceu a paz entre os colonos de Jamestown e a tribo de Pocahontas.

Mas mesmo assim, os responsáveis pela Colônia de Virgínia encontravam dificuldade em atrair novos colonos para Jamestown. Com o objetivo de encontrar investidores para assumir os riscos, usaram Pocahontas como uma estratégia de marketing, tentando convencer os ingleses de que os nativos americanos poderiam ser domesticados, buscavam desse modo, salvar a colônia.

Assim, em 1616, Pocahontas e Rolfe viajaram para a Inglaterra, levando junto com eles, 11 membros da Nação Powhatan, incluindo o Xamã Tomocomo. Quando chegaram lá, eles ficaram no subúrbio e o Rei James não queria recebê-la formalmente. Por isso, Smith, que estava em Londres, ao saber disso, escreveu uma carta ao Rei contando como Pocahontas os havia salvo em Jamestown da fome, do frio e da morte, convencendo-o a recebê-la.

Em 1617, Pocahontas e John Smith se reecontraram. Smith se reencontraram. Smith escreveu em seus livros que, durante o reencontro, Pocahontas não disse uma palavra a ele, mas, quando tiveram a oportunidade de conversar sozinhos, ela declarou estar decepcionada com ele, por não ter ajudado a manter a paz entre sua tribo e os colonos.

Meses depois, Rolfe decidiu retornar à Virgínia, mas uma doença de Pocahontas (provavelmente pneumonia ou tuberculose), obrigou o navio em que estavam a voltar para a Inglaterra. Ao desembarcar ela morreu. Seu funeral ocorreu no dia 23 de março de 1607, na paróquia de São Jorge, em Gravesend. Em sua memória, foi erguida, em Gravesend, uma estátua de bronze em tamanho real.

O Chefe Powhatan morreu na primavera seguinte. Seu Povo foi dizimado e suas terras tomadas pelos colonos.

Fonte: Wikipédia